quinta-feira, 21 de outubro de 2010

HEROIS DA ROTINA

Há dias em que acordamos tristonhos,
Onde a rotina engole nossos sonhos
E os lençóis nos aprisionam em letargia,
Roubam nossas energias propulsoras...

Há dias em que não queremos acordar
Onde nossa preguiça é nossa tutora,
Onde o trabalho é nossa tortura,
E onde persistir é continuar a existir...

Há dias que acordamos como heróis,
Como vencedores de uma batalha feroz,
Onde erguemos nossos olhares
E redesenhamos nossos lugares...

Há dias em que recriamos nossa rotina,
Onde desvendamos o que há por traz das cortinas,
Dias que descobrimos novos objetivos
Novos sentidos em caminhos antigos...

Há dias que apenas acordamos,
Como os milhares de seres humanos,
Sem planos, sem magia, sem fantasias,
Empurrado porta a fora por tempos marcados...

Há dias que acordamos distintos,
Diferentes de milhares, agindo por instintos,
Criando tempo e em nós alimentando o divino,
Sendo inventores de vitoriosos destinos...

Há dias em que somos o dia,
Onde bailamos sobre a loucura do tempo,
Sendo mais que noite e muito além da madrugada
Onde somos criadores e criaturas da magia...

Ainda há dias que somos o que sonhamos
Que construimos todas as pontes
Barragens, represas, fortalezas,
E enaltecemos a proeza do riso...

Há dias em que somos o riso,
Do vitorioso, do glorioso,
Do batalhador, do trabalhador e pai de familia
Há  dias que somos tudo que queremos ser,
Tudo que podemos ser...
Há dias que somos lágrimas
Das saudades, das faltas, das falhas...
Ainda há dias que somos o recomeço,
Onde levantamos dos tropeços,
Corrigimos os caminhos por nossas lagrimas percorridas...

E na maioria das vezes ainda há dias:
Que somos apenas humanos,
nem perfeitos nem imperfeitos,
Nem bons nem maus,
Nem anjos nem demônios,
Nem divinos nem profanos...
Apenas humanos HEROIS da rotina
Que vence uma batalha por vez
Que põe na mesa o pão
E na alma uma ilusão...

Lucas Lima Cedraz 
(Livro: Aceita-me Sorriso)